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Em 2015, a ICCyber e a ICMedia são Conferência Integrada ICCyber - ICMedia

A Conferência Integrada reunirá os dois mais importantes e consagrados eventos em ciências forenses das áreas de computação, multimídia e segurança eletrônica da América Latina.

23 a 25 de junho

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A Conferência Integrada ICCyber - ICMedia

Em 2015, a Conferência Integrada será realizada pela APCF - Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais e pela Academia Brasileira de Ciências Forenses, com apoio institucional do Departamento de Polícia Federal.

23 a 25 de junho

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Quarta-feira, 19 Dez 2018

Perícia Criminal Brasileira, Estado da Arte e Tecnologias

Brasil sedia eventos técnico-científicos com olhos no futuro das Ciências Forenses e da Segurança

PCF M Sc. André Luiz da Costa Morisson (Polícia Federal do Brasil)

PCF M Sc. Jorge de Albuquerque Lambert (Polícia Federal do Brasil)

PCF Esp. Paulo Max Gil Innocêncio Reis (Polícia Federal do Brasil)

Prof. Dr. Anderson Rocha (Instituto de Computação, Unicamp)


No final deste ano será realizado no Brasil, na cidade de Foz do Iguaçu-PR, o IEEE – International Workshop on Information Forensics and Security (WIFS). O evento internacional ocorre anualmente e terá a edição de 2011 realizada no país graças a um esforço conjunto do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Direção do Departamento de Polícia Federal, da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais-APCF e da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia de Identificação Digital-ABRID.


A proposta para sediar o evento em Foz do Iguaçu foi vencedora, apesar da forte concorrência das outras duas cidades candidatas: Berlim e Xangai. O principal argumento brasileiro foi a perspectiva de unir em um só local um evento científico do IEEE e a Conferência Internacional de Ciências Forenses em Multimídia e Segurança Eletrônica (ICMedia), idealizada por peritos criminais federais visando à integração com cientistas, profissionais de segurança pública e desenvolvedores de tecnologia, propiciando um ambiente adequado para tratar de problemas científicos, tecnológicos e de aprimorar soluções em multimídia e segurança eletrônica sob a ótica forense.

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A ICMedia será dividida em duas etapas. A primeira delas, denominada ICMedia Open Issues, será realizada em conjunto com o WIFS´11, que abrirá espaço para a apresentação de experiências de casos reais na forma de pôsteres e questões abertas para estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em criminalística (cases and open issues in forensic sciences), promovendo a integração entre peritos oficiais e a comunidade científica e acadêmica internacionais. As questões abertas caracterizam os desafios que podem direcionar pesquisas para a produção de conhecimento, métodos e tecnologias de aplicação prática. A segunda etapa, a realizar-se em 2012, tem perfil mais tecnológico e aplicado, direcionado ao Estado da Técnica, embora também conte com trilhas de caráter mais científico voltadas para o Estado da Arte.

 

A maior associação profissional do mundo para o avanço tecnológico: o IEEE

 

O Institute of Electrical and Electronics Engineers, mais conhecido pela sua sigla, IEEE, é uma associação dedicada a promover o avanço tecnológico e a inovação, que teve sua origem no campo da engenharia elétrica. Atualmente, sua atuação é mais ampla, englobando as áreas de conhecimento relacionadas à engenharia elétrica, eletrônica e de telecomunicações, expandindo- se ainda por diversas outras áreas afins, tais como a tecnologia da informação e o processamento de sinais.


O IEEE foi criado em 1963 pela fusão do Institute of Radio Engineers (IRE, fundado em 1912) com o American Institute of Electrical Engineers (AIEE, fundado 1884) e carrega a tradição das instituições que lhe deram origem. Entre os dirigentes notáveis de tais instituições encontram-se nomes como Elihu Thomson, co-fundador da General Electric (AIEE, 1889-1890); Alexander Graham Bell, inventor do telefone (AIEE, 1891-1892); Frederick E. Terman, um dos “pais” do “Vale do Silício” (IRE, 1941); William R. Hewlett, fundador da HP (IRE, 1954). O estatuto do IEEE define a natureza da organização como “científica e educacional, direcionada para o avanço da teoria e da prática da eletrotécnica, da eletrônica, das comunicações e da engenharia de computação, bem como da ciência da computação e artes e ciências afins”.


O IEEE atua como um grande editor de jornais científicos e organizador de conferências acadêmicas do mais alto nível. A instituição é também líder entre as instituições de padronização, tendo desenvolvido mais de novecentas normas técnicas e padrões industriais em vigor, além de desenvolver e participar de diversas atividades educacionais, inclusive na conceituação de programas de engenharia em institutos de ensino do mais alto nível.

Possivelmente por ter sua origem na engenharia elétrica, especialidade da qual derivaram muitas outras áreas técnicas, o IEEE é a maior associação profissional do mundo para o avanço tecnológico e não se restringe a engenheiros eletricistas. Para atingir tal amplitude, o IEEE é formado/patrocinado por um grande número de sociedades e comitês técnicos (TC – Technical Committees) de caráter mais especializado. A pioneira dessas sociedades é a Sociedade de Processamento de Sinais (Signal Processing Society – SPS). A SPS é provavelmente a maior e mais reconhecida associação de cientistas e profissionais da área de processamento de sinais do mundo desde 1948.

 

O que significa processamento de sinais?

 

A área do conhecimento do processamento de sinais envolve toda a tecnologia relacionada à geração, à transformação e à interpretação da informação. A SPS produz publicações da mais alta qualidade, bem como conferências, atividades técnicas e educacionais, com o objetivo de manter seus associados informados sobre tudo o que acontece no estado da arte em processamento de sinais e de servir como meio de divulgação técnica e científica ao público em geral.

Para profissionais da área forense, especialmente aqueles que lidam com evidências em áudio e imagens, a importância das ações patrocinadas pela SPS é enorme. No trabalho do perito criminal, diversas técnicas, métodos e ferramentas em processamento de sinais podem ser utilizadas com a finalidade de esclarecer determinado vestígio, explicitando sua natureza, origem e como tal vestígio se relaciona com a realidade material que o cerca. Assim, com base no vestígio pode-se buscar a informação a ser adquirida,  e esta, após tratada, processada e interpretada, poderá permitir a determinação da materialidade e da autoria de um delito.

 

Como a SPS interage com as ciências forenses?

 

Um dos comitês técnicos (CT) da SPS de maior interesse para a criminalística é o Comitê Técnico de Ciências Forenses e Segurança (Information Forensics and Security Technical Committee – IFS-TC). Tal comitê tem como missão promover atividades nas áreas técnicas relacionadas à informação sob as óticas forense e de segurança.

A importância da aproximação da atividade forense com a comunidade acadêmico-científica é cada vez maior e necessária, sobretudo levando-se em consideração a popularização da tecnologia, que, apesar de seu lado positivo, permite o acesso a sofisticados recursos pelos criminosos. Um dos reflexos dessa importância é o aumento do nível de especialização dos peritos criminais nos últimos anos. Só a Perícia Federal conta com cerca de setenta doutores e mais de duzentos mestres em diversas áreas do conhecimento, e esse quantitativo cresce a cada ano. Este perfil habilita a perícia brasileira a estabelecer uma ótima interface de comunicação e parceria com a comunidade científica.

 

IEEE Intl. Workshop on Information Forensics and Security (WIFS’11)

 

Um dos coordenadores-gerais do WIFS’11 é o brasileiro Anderson Rocha, que tem mestrado, doutorado e pós-doutorado pelo Instituto de Computação da Unicamp, onde trabalha como professor e pesquisador desde 2009. Rocha desenvolve pesquisas nas áreas de visão computacional, aprendizado de máquina e computação forense digital. Parte da sua pesquisa tem como foco as provas digitais que a polícia e a Justiça utilizam para indiciar suspeitos e condenar ou absolver réus. Um de seus campos de pesquisa é o da análise forense de documentos digitais, uma subárea  da computação forense digital¹.

O professor Rocha é o coordenador-geral do projeto de pesquisa “Computação forense e criminalística de documentos: coleta, organização, classificação e análise de evidências”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Recentemente, o professor Rocha foi contemplado com o Microsoft Research Faculty Fellow Award. O prêmio de reconhecimento acadêmico é destinado a jovens professores e pesquisadores que têm proporcionado o avanço da pesquisa em computação em novas direções e cujo trabalho demonstra potencial de alto impacto sobre o estado da arte. Ele é o primeiro pesquisador formado e atuando em universidade da América Latina contemplado com o referido prêmio.

A coordenação financeira do WIFS’11 será feita pelo professor dr. Ricardo de Queiroz, da Universidade de Brasília (UnB). O professor Ricardo é um dos nomes mais expressivos do Brasil na comunidade de processamento de sinais, sendo reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho.

Merece destaque também, a participação dos peritos criminais federais na organização do evento, em especial do PCF André Luiz da Costa Morisson e do PCF Paulo Max Gil Innocêncio Reis, ambos do Serviço de Perícias em Audiovisuais e Eletrônicos (SEPAEL) do INC.

 
Como palestrantes e tutorialistas do WIFS´11 já confirmados, destacam-se:

Bill Horn (diretor do Laboratório de Segurança da Informação e Computação em Nuvem da HP, EUA)
Debdeep Mukhopadhyay e dr. Rajat Subhra Chakraborty (IIT Kharagpur)
Nasir Memon (NYU Poly)
Patrick J. Flynn (Universidade de Notre Dame, EUA);
Ton Kalker (vice-presidente da FutureWei Technologies, EUA)
Eugene Liscio (AI2-3D, Canada)

 

Essa oportunidade de peritos oficiais apresentarem casos reais e questões em aberto, na interação entre a ICMedia Open Issues e o WIFS´11, não é restritiva à perícia federal, por isso espera-se que peritos estaduais e distritais também participem, bastando contactar os PCFs Paulo Max ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), Morisson ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) ou Lambert ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

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¹A computação forense digital abrange “o conjunto de técnicas científicas para a preservação, coleção, validação, identificação, análise, interpretação, documentação e apresentação de evidências derivadas de meios digitais com a finalidade de facilitar e/ou permitir a reconstrução de eventos”
(DELP, E., Signal Proc. Magazine, 2009).



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