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Em 2015, a ICCyber e a ICMedia são Conferência Integrada ICCyber - ICMedia

A Conferência Integrada reunirá os dois mais importantes e consagrados eventos em ciências forenses das áreas de computação, multimídia e segurança eletrônica da América Latina.

23 a 25 de junho

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A Conferência Integrada ICCyber - ICMedia

Em 2015, a Conferência Integrada será realizada pela APCF - Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais e pela Academia Brasileira de Ciências Forenses, com apoio institucional do Departamento de Polícia Federal.

23 a 25 de junho

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Sábado, 25 Nov 2017

Palestras da ICMedia 2012

 

Saiba mais sobre as Palestras da ICMedia 2012:

 

Título: Coleta, organização, classificação e análise de evidências digitais na atualidade: uma perspectiva

Dr. Anderson Rocha (Universidade de Campinas)

 
Resumo: Nesta palestra, discutirei temas relacionados à Computação Forense e Criminalística de Documentos. Alguns desses temas dizem respeito à coleta, organização, classificação e análise de evidências digitais por meio de técnicas de aprendizado de máquina e visão computacional. Apresentarei também o emergente campo de pesquisas denominado análise forense de documentos digitais (e.g., imagens e vídeos) para verificação de sua autenticidade e integridade. Basicamente, focarei em quatro subáreas de pesquisa: a identificação da câmera que originou uma determinada imagem ou vídeo, a distinção entre imagens naturais e imagens geradas em computador, a identificação de adulterações em documentos digitais e a determinação do histórico de operações sofridas por um objeto digital e sua relação com outros objetos correlatos (filogenia digital). Com relação à identificação da origem de uma imagem ou vídeo, o objetivo é identificar o modelo particular de uma câmera ou filmadora, ou a câmera exata utilizada para capturar uma determinada imagem ou vídeo classificado como potencial evidência. O objetivo da distinção entre imagens naturais e imagens geradas em computador é apontar características que possam permitir a identificação de imagens sintéticas quando comparadas a imagens naturais (não geradas em computador). O objetivo da detecção de adulterações em documentos é estabelecer a autenticidade dos mesmos, ou expor quaisquer tipos de adulterações sofridas. Finalmente, o objetivo da filogenia digital é a determinação da estrutura de modificações sofridas por um conjunto de objetos digitais (e.g., imagens e vídeos) e a construção da árvore filogenética relacionando tais elementos. Sempre que possível, darei ênfase a resultados conseguidos pelo nosso grupo de pesquisa no IC/Unicamp em possíveis forma de colocarmos nossas pesquisas em utilização na prática por peritos forenses.
 

Título: Novas tendências na avaliação de provas periciais - O lugar da ciência da fala em uma mudança de paradigma em curso

Dr. Anders Eriksson (Universidade de Gotemburgo)

 
Resumo: A avaliação da prova pericial, em particular a apresentação de tais provas em juízo, tem sido o tema de um vigoroso debate há mais de uma década. Dentre os problemas identificadas pode-se citar:
Disparidades na Comunidade Científica Forense
Falta de padronização obrigatória
Falta de medidas de desempenho
Falta de certificação e acreditação
Nas duas pesquisas citadas na referência bibliográfica (Law Commission, 2011; National Research Council, 2009), a ciência da fala forense não é estudada ou sequer mencionada. Entretanto, a maior parte do que é dito é altamente relevante também para os vestígios relacionados à ciência da fala. Vou começar por descrever a situação na Europa e na Austrália baseada em uma pesquisa informal recentemente realizada  por mim e também ilustrar algumas das questões e problemas com exemplos de casos reais. Além disso, vou ilustrar, com exemplos, os problemas que podem surgir quando diferentes tipos de vestígios, que podem ser difíceis de comparar, entram em conflito, e a difícil tarefa de fazer com que o conceito de Razão de Verossimilhança seja compreensível para um júri. Também vou falar sobre a natureza problemática do conceito de individualização que está, direta ou indiretamente, subjacente a muitos tipos de evidências forenses.

 
Título: Utilização de razões de verossimilhança nas ciências forenses da fala no Reino Unido: a situação em 2012

Erica Gold (Universidade de York)
 
Resumo: Razões de verossimilhança (LRs - Likelihood Ratios) numéricas e verbais são utilizadas por aproximadamente 20% dos peritos ao redor do mundo em exames de comparação forense de falantes. A razão de verossimilhança permite estimar a força de uma evidência tendo como base a probabilidade de sua ocorrência dada a hipótese da acusação, dividida pela probabilidade de ocorrência dada a hipótese da defesa. A grande maioria dos peritos que usam LRs se utilizam de sistemas automáticos de reconhecimento de locutor (ASR - Automatic Speaker Recognition System ) em suas análises. Os sistemas automáticos permitem a apresentação de LRs mais facilmente uma vez que essa grandeza é uma das opções de conclusão prontamente selecionáveis (Gold and French 2011). Entretanto, existem muitos fatores que devem ser levados em conta para a utilização das LRs na prática (como descrito em French et al. 2010), a mais importante sendo a carência de estatísticas populacionais que são essenciais para a obtenção de uma LR numérica. Para eliminar essa carência, muitas linhas de pesquisa foram iniciadas no esforço de coletar as necessárias estatísticas populacionais. Nesse sentido, a coleta de estatísticas populacionais a partir de uma grande base de dados homogênea é essencial. Recentemente, muitos pesquisadores no Reino Unido têm contado com uma base de dados de cunho forense relevante, denominada Fontes Dinâmicas de Variabilidade da Fala (DyVis- Dynamic Sources of Variability in Speech)(Nolan 2009), que consiste em 100 falantes do sexo masculino com idades entre 18 e 25 anos, todos falantes do Inglês Britânico Sulista Padrão (SSBE), para a coleta das estatísticas populacionais.
A grande maioria das pesquisas envolvendo LRs que vêm sendo conduzidas na área de ciências forenses da fala têm focado nos formantes vocálicos (Zhang, Morrison e Thiruvaran 2011, Morrison 2008, Rose 2006, Loakes 2006, Kinoshita 2001). Entretanto, há um grande número de outros parâmetros da fala que são considerados discriminantes pelos peritos para emprego em exames de comparação forense de falantes (por exemplo qualidade vocal, VOT, ritmo da fala, características não linguísticas, consoantes) (Gold and French 2011). Logo, é vital realizar um esforço para incorporar tais parâmetros, além das vogais, no cálculo das LRs. Há, entretanto, muitos fatores desafiadores a essa tarefa, o que inclui as naturezas qualitativa e discreta de algumas características, a grande intravariabilidade que pode ser encontrada em alguns parâmetros e a ausência de estatísticas populacionais quanto a dialetos e características adicionais.
Serão discutidos os desafios quanto a completa utilização de LRs numéricas na comparação forense de falantes, levando em conta a pesquisa conduzida utilizando o banco de dados DyVis na análise da produção de “cliques” (Gold 2012a) e da taxa de articulação (Gold 2012), bem como as estatísticas populacionais que vem sendo coletada por outros pesquisadores na Universidade de York. Desafios adicionais, como a interdependência de características (Gold and Hughes 2012) e os efeitos da variabilidade nos dados de referência (Hughes 2011) também serão discutidos em relação as pesquisas conduzidas utilizando a base de dados DyVis. Um resumo desta pesquisa também será apresentado com o objetivo de prover um panorama realístico da utilização das LRs nas ciências forenses da fala no Reino Unido atualmente.

 
Título: Verificação de Locutor considerando Sistemas de Comparação Automática de Voz

Dr. Isolde Wagner (Polícia Federal Alemã, Alemanha – BKA)

 
Resumo: Nos últimos anos, vários sistemas de comparação automática de voz foram desenvolvidos para aplicação em exames periciais de verificação de locutor. Com a finalidade de verificar sua validade e estimar adequadamente seu desempenho, a Polícia Federal Alemã (Bundeskriminalamt – BKA), desenvolveu seu próprio sistema, chamado SPES, que se baseia em bancos de dados de casos forenses reais. Pesquisa realizada pelo BKA mostrou que a utilização de dados oriundos de casos reais causa uma redução no desempenho quando comparados com casos de falas criadas em laboratório em condições controladas. Isto é resultado, principalmente, da variabilidade na qualidade dos registros de áudio de casos reais, causadas pelo uso de diferentes canais de gravação, durações e estilos de fala. Por isso, peritos em fonética forense devem levar em consideração essas condições quando do uso de um sistema de comparação automática de voz em exames de verificação de locutor.

 
Título: Análise de vídeo 3D no Instituto Forense Holandês

Dr. Jurrien Bijhold (Instituto Forense Holandês)

 
Resumo: Em algumas investigações, como acidentes de massa ou ataques terroristas, é necessário analisar movimentos de carros e pedestres presentes em grande quantidade de registros de vídeo oriundos de câmeras de vigilância, tanto de lugares públicos como de privados, assim como de câmeras portáteis como de telefones celulares. Para conseguir realizar tal tarefa, o Instituto Forense Holandês, em cooperação com a Polícia Holandesa, a Universidade de Amsterdã e o Instituto Nacional de Ciências Aplicadas, desenvolveu um projeto para realizar a análise de vídeos 3D. Neste projeto, métodos e procedimentos foram desenvolvidos para a coleta, transferência e sincronização de registros de vídeo, bem como sua análise, com a utilização de mapas 2D e 3D de cidades. A metodologia também permite a introdução de informações de inteligência, fornecidas por testemunhas, como também permite o aporte de dados provenientes de comunicação por telefone celular. Como uma introdução a este projeto, a apresentação vai começar com uma visão geral do trabalho realizado pelo grupo de análise em imagens do Instituto Forense Holandês. Este grupo trabalha atualmente nas áreas de tecnologia de vídeo, autenticação de imagens, recuperação de arquivos, identificação de equipamento gravador, fotogrametria, reconhecimento facial e aplicação forense de modelagem 3d. Uma atenção especial será dada para casos e experiências que levaram ao início do projeto de análise de vídeo 3d. Após esta introdução, experiências e casos realizados durante o projeto, com o intuito de testar os novos métodos e procedimentos, serão apresentados. Todos os resultados deste trabalho, incluindo os resultados da pesquisa científica sobre métodos de monitoramento, rastreamento e modelagem rápida em 3d, serão apresentados e discutidos. A apresentação termina com uma visão geral das possibilidades da modelagem 3D e análise de vídeo 3D, disponíveis na Holanda.

 
Título: Desafios em Perícias de Vídeos e Imagens

Dr. Zeno Geradts (Instituto Forense Holandês)

 
Resumo: Uma breve visão geral acerca da evolução das perícias em imagem e vídeo será apresentada. O estado da arte sobre os métodos empregados em exames de autenticidade de vídeo e imagem digital serão apresentados, juntamente com vários exemplos. Novos desenvolvimentos no campo da identificação de equipamentos gravadores com a utilização de métodos ¨Photo-Response Non-Uniformity¨ serão discutidos, bem como as possibilidades de utilizar os métodos em bancos de dados maiores, ou em bancos de dados on-line, como os do YouTube por exemplo. Além disso, técnicas de reconhecimento facial e também de fotogrametria para a medição de altura serão discutidos. Métodos de comparação de outros dados biométricos, tais como mãos serão também discutidos. Novas P & D no campo de detecção de frequência cardíaca a partir de faces e as possibilidades relacionadas a  autenticidade de vídeo e seu uso na ciência forense.

 
Título:  Um olhar sobre a Segurança e Privacidade em Biometria

Dr. Walter Schereir (Universidade do Colorado)

 

Resumo: Embora possamos considerar a biometria como sendo apenas mais um tipo de tecnologia de segurança, o conceito de identidade pessoal é importante sob várias perspectivas. Do ponto de vista cultural, quanto mais o mundo converge, mais  culturas individuais desejam manter suas identidades separadas. Do ponto de vista individual, quanto maior a população e a tendência em reduzir pessoas a estereótipos, maior é o desejo de se estabelecer uma identidade individual. Entretanto, há um outro nível onde a identidade e a verificação da identidade estão se tornando cada vez mais importantes em relação a todos os tipos de operações, desde aqueles relacionados com a mobilidade, aos relacionados aos direitos e obrigações legais e políticos, e até aqueles relacionados às transações econômicas e financeiras. A introdução de tecnologia nessas áreas não é nova, mas a sua maior visibilidade e onipresença pode criar ansiedade. Isto é particularmente válido para dados biométricos, onde a aceitação social será fundamental para seu sucesso a longo prazo. Nesta palestra, os problemas sociais da biometria serão discutidos a partir de uma perspectiva de segurança e privacidade, e a área de pesquisa "biometric template protection" será introduzida. Este novo e excitante campo da biometria incorpora ideias de visão computacional, reconhecimento de padrões, criptografia e segurança de redes, empreendendo um esforço multi-disciplinar verdadeiramente notável dentro da ciência da computação. Quando o reconhecimento de padrões e criptografia são combinados, uma nova classe de algoritmos e protocolos permitem a verificação de identidade com preservação da privacidade, incluindo uma completa "Infraestrutura de Chaves Biocriptográficas" com aplicações dentro e fora da Internet. Esta palestra irá mapear, de forma breve, as tecnologias críticas envolvidas neste campo emergente, com ênfase em seu potencial para vigilância, controle de acesso e autenticação remota para eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas.

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